Consulta Aqui | Conheça os riscos do cigarro eletrônico.

Conheça os riscos do cigarro eletrônico.

Conheça os riscos do cigarro eletrônico.

O cigarro eletrônico, também conhecido como vape, e-cigarro, e-cig ou e-cigarette, é um Dispositivo Eletrônico para Fumar (DEF). Os DEFs são aparelhos mecânico-eletrônicos alimentados por bateria de lítio. Seu interior é composto por um espaço para a inserção do cartucho ou refil, onde fica armazenada a nicotina líquida, disponível nas concentrações que variam entre zero e 36 mg/ml ou, em alguns casos, até mais. O atomizador é responsável por aquecer e vaporizar a nicotina. Durante a tragada, o sensor é acionado e deflagra a ação do microprocessador responsável por ativar tanto a bateria quanto a luz de LED (caso exista no modelo).

Nos últimos anos, muitos fumantes, principalmente os mais jovens, passaram a trocar o cigarro convencional pelos DEFs acreditando que possa ser um hábito não tão nocivo à saúde. Porém, estudos recentes do Instituto Nacional de Câncer (INCA), comprovam que o cigarro eletrônico não é inofensivo, pois, contém substâncias cancerígenas e aditivos de sabores com efeitos tóxicos e ainda desconhecidos sobre a saúde.

“Pesquisadores já constataram que o cigarro eletrônico pode causar sérios danos aos pulmões, pois, a temperatura para vaporização, além de ser muito alta, induz a reações químicas e alterações físicas nos compostos dos líquidos utilizados, formando outras substâncias potencialmente tóxicas”, explica o Dr. Sílvio Antônio Baroni de Siqueira, pneumologista do Centro Médico Consulta Aqui.

Tais líquidos, também chamados de “e-líquidos”, apresentam uma alta tensão superficial e são facilmente vaporizados. Atuam como veículo para a nicotina chegar aos pulmões. Seus principais componentes são propilenoglicol, glicerina, água, nicotina e flavorizantes (agentes de sabor e aroma).

Nos EUA já foram registrados 52 óbitos atribuídos ao uso do cigarro eletrônico e 2409 hospitalizações. A faixa etária mais atingida é a de pessoas jovens, com pouco mais de 20 anos, e adolescentes Por aqui, a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) confirmou três casos de pacientes com danos pulmonares decorrentes do uso de cigarros eletrônicos, condição que é denominada de “EVALI” (sigla em inglês para lesão pulmonar associada ao uso de produtos de cigarro eletrônico). “O quadro de “EVALI” se caracteriza principalmente por tosse, dor torácica e dispneia (falta de ar), contudo, dor abdominal, diarreia, náuseas, vômitos, febre, calafrios e perda de peso também podem estar associados ao uso dos DEFs”, diz o Dr. Siqueira.

Portanto, não há evidências científicas definitivas que atestem as vantagens dos cigarros eletrônicos sobre os convencionais. A única diferença é o modo como a nicotina é administrada. Também não há comprovação de que contribua para o abandono do hábito de fumar, pois, contém substâncias que também causam dependência.

“Concluindo, o uso do cigarro eletrônico é nocivo à saúde. Estudos demonstraram que esta prática, como no uso do cigarro “tradicional”, aumenta o risco de infarto do miocárdio, de doenças respiratórias e pulmonares, além de apresentar, em sua composição, substâncias potencialmente cancerígenas”, adverte o Dr. Sílvio.

Fonte: MCAtrês