Consulta Aqui | O que são, como surgem e como tratar os queloides nos processos de cicatrização.

O que são, como surgem e como tratar os queloides nos processos de cicatrização.

O que são, como surgem e como tratar os queloides nos processos de cicatrização.

As cicatrizes são a resposta do organismo para algum trauma ou lesão na pele. A cicatrização completa de um ferimento, dentro de um processo sem complicações, pode levar até seis meses. E o processo cicatricial é comum a todas as feridas, independentemente do agente que a causou. Os mecanismos da cicatrização são divididos em cinco elementos principais: inflamação, proliferação celular, formação do tecido de granulação, contração e remodelamento da ferida.

Dentre as complicações de uma cicatriz, temos a formação de queloide, que é o crescimento anormal de tecido cicatricial, formado no local do traumatismo e até além dele. Em princípio, o dano é apenas estético, pois, trata-se de uma alteração benigna. Contudo, dependendo do tamanho, pode acarretar prejuízos como dor e limitação de movimento.

“Os queloides podem ocorrer em 5% a 15% das feridas cirúrgicas e, apesar de benignos, tendem a recidivar mesmo depois de serem removidos por cirurgia. Se uma pessoa tem tendência a formar queloides, qualquer lesão que possa causar cicatriz tem chance de avançar para essa situação”, explica a Dra. Roberta Rodrigues Fontanezzi Campos, dermatologista do Consulta Aqui.

Além das queloideanas, existem outros tipos de cicatrizes, como as atróficas, hipertróficas e normotróficas. Vários fatores podem influenciar para uma má cicatrização, como, por exemplo, nos fatores locais, a infecção, técnica cirúrgica empregada, isquemia e outros. Já, entre os fatores sistêmicos, temos a diabetes, o hipotiroidismo, a hipovitaminose, desnutrição e os distúrbios de coagulação.

Ao contrário de outras cicatrizes elevadas, as hipertróficas, os queloides crescem sem respeitar os limites da ferida original. Eles não devem ser confundidos com cicatrizes hipertróficas, pois, essas são muito mais comuns e, apesar de cicatrizes elevadas e endurecidas, mantêm os limites da cicatriz e tendem a melhorar mais rápido com o tratamento adequado. “No caso do queloide, é como se uma cicatrização não soubesse quando parar de produzir novo tecido”, compara a Dra. Roberta.

Não existem tratamentos eficazes para esse tipo de complicação, porém, são associados para evitar as recidivas e ajudar a reduzir os sintomas, como dor e coceira. Uma vez que os queloides não aparecem em animais, tornam-se difíceis os estudos experimentais isolados desses tratamentos. Roupas de compressão, folhas de gel de silicone e curativos oclusivos, também de silicone, são utilizados nesse tipo de recurso terapêutico.

Como meio de prevenção, é importante considerar o histórico pessoal e familiar do paciente, antes de um procedimento cirúrgico, por exemplo. “Em situações nas quais a cirurgia não pode ser evitada, todas as tentativas para minimizar a tensão da pele e a infecção secundária são importantes”, diz a dermatologista.

É significativo lembrar que pequenos traumas podem causar queloides, portanto, em pacientes propensos, quanto mais rápido essas lesões forem tratadas, menor o risco dessas formações.

“Se uma pessoa notar qualquer irritação ao redor do furo da orelha, por exemplo, deve sempre procurar um dermatologista. Esse profissional fará recomendações de pomadas cicatrizantes ou outros tipos de medicações e procedimentos. Isso vale também para piercings, feridas de pele ou machucados”, finaliza a Dra. Fontanezzi.

Fonte: MCAtrês