Consulta Aqui | Dezembro Laranja, tudo que você precisa saber sobre câncer de pele.

Dezembro Laranja, tudo que você precisa saber sobre câncer de pele.

Dezembro Laranja, tudo que você precisa saber sobre câncer de pele.

O câncer de pele é provocado pelo crescimento anormal e desordenado das células que compõe a pele.  Pode ser dividido em dois grupos: melanoma – tipo mais agressivo, possui baixa incidência, porém, alta mortalidade comparado aos outros tipos de câncer de pele – e não melanoma (carcinoma) – tipo mais comum, contudo, menos letal.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), o câncer de pele responde por 33% de todos os diagnósticos da doença no Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) registra, a cada ano, cerca de 185 mil novos casos.

Pessoas com histórico familiar da doença, indivíduos que se expõe ao sol e a agentes químicos excessivamente, pessoas com pele clara e que se queimam com maior facilidade constituem a população de maior risco para desenvolver a doença, que também pode manifestar-se em indivíduos negros ou de fototipos mais altos, ainda que raramente.

“A hereditariedade desempenha um papel importante no desenvolvimento do melanoma. Por isso, familiares de pacientes diagnosticados com a doença devem se submeter a exames preventivos regularmente. O risco aumenta quando há casos registrados em familiares de primeiro grau”, explica a Dra. Roberta Rodrigues Fontanezzi Campos, dermatologista do Consulta Aqui, a clínica médica do Grupo HAS.

O câncer da pele pode se assemelhar a pintas, eczemas ou outras lesões benignas. Sendo assim, somente um exame clínico realizado por um médico, acompanhado da dermatoscopia, que é um exame não invasivo, em que é utilizado um aparelho que emite uma luz que permite a visualização das estruturas internas da pele ou uma biópsia podem diagnosticar a doença.

Importante estar sempre atento aos seguintes sintomas:

  • Lesões na pele de aparência elevada e brilhante, translúcida, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida, com crosta central e que sangram facilmente;
  • Pintas pretas ou castanhas que mudam de cor e textura, que se tornam irregulares nas bordas e crescem de tamanho;
  • Manchas ou feridas que não cicatrizam e que continuam a crescer, apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramentos.

A modalidade de tratamento escolhida varia conforme o tipo de câncer, extensão da doença, agressividade e a localização. Alguns dos métodos são: cirurgia excecional, curetagem e eletrodissecção, terapia fotodinâmica, cirurgia a laser e cirurgia micrográfica de Mohs. Além das modalidades cirúrgicas, a radioterapia, a quimioterapia, a imunoterapia e as medicações orais e tópicas são outras opções de tratamento.

“No mais, faça um autoexame de pele regularmente e observe se há alguma mancha, lesão, ferida, sinal ou uma pinta que apresente alguma modificação. Evite a exposição excessiva ao sol e proteja a pele dos efeitos da radiação. Tais medidas, somadas ao uso de filtro solar e a consulta regular a um dermatologista, são as melhores estratégias para prevenir o melanoma e outros tipos de tumores cutâneos”, finaliza a médica do Consulta Aqui.

Fonte: MCAtrês