Consulta Aqui | Como as disposições emocionais afetam os hábitos alimentares.

Como as disposições emocionais afetam os hábitos alimentares.

Como as disposições emocionais afetam os hábitos alimentares.

Devido às reações químicas causadas pelo estado emocional, como tristeza, ansiedade, estresse e outros, a produção de alguns hormônios e substâncias, como, por exemplo, o cortisol, a serotonina e a dopamina, podem sofrer alterações e levar a sensações de mal-estar e fadiga.

“No intuito de reverter tais sintomas, e muitas vezes inconscientemente, escolhemos alimentos que aliviem uma necessidade emocional. Contudo, nem sempre nossas escolhas são saudáveis, podendo causar danos para a saúde física. Esse distúrbio é denominado fome emocional”, explica Flávia Lourenço, psicóloga do Consulta Aqui (Grupo HAS).

A fome emocional é causada pela oscilação, ou até não conhecimento, dos sentimentos. Na maioria das vezes, é difícil lidar com emoções como raiva, frustração, ansiedade, angústia e, com isso, pode-se criar o hábito de buscar no alimento uma maneira de aliviar as emoções.

Alguns comportamentos relacionados ao distúrbio, e que devem causar um sinal de alerta, são:

  • Comer para comemorar algo;
  • Comer para aliviar sensações ruins, como tristeza ou frustração;
  • Ser acometido por sentimento de alívio após comer;
  • Preferência por um alimento específico, como, por exemplo, doce;
  • Sentimento de culpa após comer;
  • Comer como forma de recompensa.

 

“Muitas vezes, visando suprir uma sensação em que não se consegue descrever ou externalizar, pode-se ingerir qualquer alimento, mesmo sem fome. Contudo, geralmente a preferência é por alimentos ricos e açúcar ou gordura, uma vez que oferecem uma sensação de prazer, aliviando rapidamente as emoções que o indivíduo não consegue lidar”, diz Flávia.

Em outros casos, como o estresse, que pode gerar sintomas psicossomáticos ligados ao sistema digestivo, a pessoa pode evitar a alimentação para não sentir dores e mal-estar. Esse quadro pode levar a perda de peso e evoluir para a desnutrição e/ou anemia.

A psicóloga do Consulta Aqui elaborou uma lista com algumas práticas que ajudam a evitar o transtorno alimentar, controlando os níveis de estresse e visando a boa manutenção da saúde:

  • Encontrar prazer em ouvir música, dançar;
  • Aceitar o que não pode ser mudado, ajudando a controlar os níveis de frustração;
  • Sempre ocupar a mente com pensamentos bons e positivos, desviando assim o foco da comida;
  • Dormir bem;
  • Dispensar especial atenção a alimentação, mastigando devagar e escolhendo alimentos que nutram seu corpo;
  • Exercícios físicos são indispensáveis;
  • Permitir-se fazer atividades prazerosas;
  • Sorrir, pois, ajuda a aumentar a produção de dopamina no organismo.

 

Fonte: MCAtrês