O comportamento suicida – reconhecer os sinais de alerta pode ser o mais importante passo para evitá-lo.

O comportamento suicida – reconhecer os sinais de alerta pode ser o mais importante passo para evitá-lo.

O suicídio é o ato de retirar a própria vida, porém, ao reconhecer um potencial suicida, pode-se evitá-lo. “A maioria dos suicidas pede ajuda antes, ou seja, é mito que a pessoa que quer se matar, não pede socorro. O suicida não quer morrer, quer aliviar seu sofrimento. O que faz com que alguém cometa suicídio intencionalmente, em geral, é uma dor emocional muito forte, onde a pessoa tem a impressão de que não há o que fazer ou como melhorar, senão cometendo o ato”, explica o Dr. Marcel Padula Lamas, psiquiatra do centro médico Consulta Aqui.

Há divergências na área científica sobre o suicida, alguns autores conceituam suicídio apenas se cometido de forma intencional, (exemplo: o indivíduo que toma veneno ou se enforca), outros, são mais abrangentes, e englobam também, pessoas que têm comportamentos suicidas, como o diabético que come açúcar, o hipertenso que exagera no sal, até mesmo, o que ingere grandes quantidades de bebida alcoólica e depois dirige.

Existem também, doenças mentais que aumentam a chance do paciente cometer suicídio, como depressão unipolar ou bipolar, que está associada a 40% dos casos, seguido de etilismo (25%), esquizofrenia (10%) e delirium (5%). Sinais como os famosos “D”s: dor psíquica, depressão, desespero, desesperança, desamparo, dependência química e delirium devem ser notados com cautela, além da presença de fatores precipitantes e/ou predisponentes.

Os fatores precipitantes são agudos, geralmente passageiros na vida de alguém, e levam o indivíduo a tentar o suicídio, por exemplo, alta recente de hospitalização psiquiátrica, modificação de situação econômica e financeira,casos de baixa autoestima e graves preocupações.

Já, os predisponentes são crônicos e, em geral não podem ser mudados. Exemplos: Sexo masculino (cometem 4 vezes mais suicídio), feminino (3 vezes mais tentativas), idade (mais jovens tentam mais o ato, idosos conseguem o maior número), histórico familiar, tentativas prévias, presença de doenças físicas ou mentais.

“O principal é observar os fatores de risco na pessoa, acolhê-la, mostrar o quanto ela é importante, perguntar como está se sentindo e se mostrar disposto a ajudar. Mesmo que o paciente tenha fatores de risco importantes, mas não estiver com ideação suicida, o acompanhamento pode ser ambulatorial. Mas no momento em que a pessoa está com ideação suicida, é extremamente doloroso, portanto, não julgue e não arrisque! Leve-o à um psiquiatra urgentemente e não o deixe sozinho. Buscar essa ajuda o quanto antes, é essencial”, finaliza.

Fonte: Dr. Marcel Padula Lamas, psiquiatra do centro médico Consulta Aqui.
OMS: https://www.who.int/mental_health/suicide-prevention/world_report_2014/en/